Como nasceu a pedagogia da Aprendizagem Criativa sustentável? O que e como refleti durante todos esses anos para nascer esse projeto? Durante os anos e anos de trabalho dentro do consultório, percebi que a minha inquietação ao estudar sobre o que é do EU e do OUTRO, e DO SOCIAL também, fizeram-me pensar sobre várias questões sociais que refletiam nas relações sociais e na individuação do ser humano. Então, sempre tentava entender sobre as mazelas do mal gratuito e outras questões sociais, até chegar ao ponto de buscar uma solução no projeto atual. Anos atrás, eu tentei implantar um projeto de terapia em grupo e outros serviços, para acesso social, através da empresa Psicologia Viva, depois da saída da Seduc- SP, mas, infelizmente, não foi para frente por causa de egos de funcionários internos. Tinha planejado um projeto todo na cabeça e o interesse não foi adiante. Um projeto que poderia atender em larga escala. Mas…. seguindo adiante, voltamos para o questionamento inicial. Porque essa epidemia de mal-estar social(questões refletidas no livro de Sigmund Freud) alastrou? Como solucionar essa equação em grande escala, já que a estrutura atual não consegue atender as emergências do mundo em destruição? Sabemos que quando a pessoa tem um autoconhecimento profissional e pessoal, esses fatores podem refletir na sua saúde mental e física, tendo como resultado um ser mais feliz e mais saudável dentro da sociedade. Se uma pessoa está saudável e feliz, ele pode produzir mais, ajudar mais os outros, ter mais empatia, gerando mais riqueza social e desenvolvendo valores, além de promover a evolução da vida espiritual, moral, intelectual, social, cultural, emocional, de forma mais consciente, além de promover espaço, acesso igualitário e liberdade para desenvolvê-los, já que vivemos em cultura de permissões de acesso, morte e destruição. Uma equação que pode dar espaço para nascer novas oportunidades funcionais e reforçadoras e morte ao que é já disfuncional e retrógrado para a evolução humana saudável. Mas qual é a equação problema->solução pode promover o fim ou amenizar o mal-estar social?
A pedagogia da aprendizagem criativa sustentável nasceu do caos atual que o mundo e as pessoas vivem, tanto ambiental como social e individual(saúde mental e física). Com o visível sofrimento das pessoas dentro das terapias nos seus ambientes familiares, educacionais ou profissionais, além de visualizar questões de destruição ambiental que vêm acelerando as mudanças climáticas, ambientais, sociais, comportamentais, etc, (registradas nas estatísticas, como o país com maior índice de pessoas com ansiedade, depressão, homicídios, feminicídio, doenças cardiovasculares e outras mazelas, como desperdício de talentos, desrespeito ao direitos autorais dos projetos) a pedagogia da aprendizagem criativa sustentável tem um novo viés que desmistifica a equação problema-> solução, através da aprendizagem por compartilhamento, da aprendizagem através de projetos(utilizando técnicas da Aprendizagem por Projetos ou Design Thinking) na área educacional e terapêutica, da aprendizagem da construção, da aprendizagem por responsabilidades, da aprendizagem da consciência coletiva voltada para atender os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS), além de atender às competências e as habilidades da BNCC, através da terapia da aprendizagem criativa, da aprendizagem criativa, da robótica, da inteligência artificial, da cultura make e mão na massa e de outras ferramentas, mas todos unificados em uma plataforma que possa facilitar a inserção do estudante e do professor no mundo digital na sua carreira futura, de forma criativa, consciente e sustentável, respeitando os direitos autorais de seus próprios projetos e protegendo mentes brilhantes da concorrência selvagem de grandes empresas corporativas que muitas vezes apagam grandes potencialidades para manter a concentração de poder nas mãos de uma minoria.
A pedagogia da aprendizagem criativa sustentável tem como foco em inserir o estudante no mundo digital, no mundo do empreendedorismo ou no mundo da pesquisa, desenvolvendo a sua criatividade, habilidades, competências e autonomia no pensar e nas escolhas, voltados no cuidado com o EU, com o OUTRO e com o SOCIAL, abrangendo questões de autocuidado, cuidado ambiental, respeito a diversidade, inclusão, combate ao bullying que leva ao suicídio, racismo, prostituição, divórcio, escravidão, vícios e outras mazelas que fazem as pessoas desenvolverem o mau e o ódio gratuito e o uso do poder inconsciente, para focar em um propósito de vida, que faz uma pessoa conquistar a sua própria autorrealização como pessoa e como profissional que pode refletir no social, através de relações equilibradas e saudáveis. Aliás, não estamos no mundo só para cumprir um script social que foi predeterminado para a vida das pessoas e o nosso objetivo é rompê-las, através da escolha consciente que a educação pode promover na vida do estudante como seres ativos e autores da sua própria história. Desse modo, o objetivo principal do projeto é tirar o jovem e o idoso da situação de opressão, da vulnerabilidade e da marginalização que assola todas as classes sociais, até a elite também, infelizmente, que deveria ser o principal promovedor de mudanças com os seus recursos acessíveis.
A educação tem que incentivar o estudante a descobrir o seu propósito de vida, valores, consciência real, autoconhecimento, através do desenvolvimento de competências e habilidades construídas no dia a dia e que não sejam apenas um conteúdo a ser decorado para passar no vestibular ou em outra seleção, aliás, o mundo tem muita informação compartilhada tanto dentro e fora das escolas, mas as pessoas continuam cultivando comportamentos, valores e aprendizagens inadequadas por não conseguirem absorver e aprender o que foi lido, assistido ou ouvido, sendo necessário incentivar uma educação e uma pedagogia que inspire o estudante a construir o seu próprio conhecimento para aplicar na vida diária, inserindo-se em grupos ou projetos de vida que tenham propósitos de construção e não de destruição da própria vida, como vemos milhares de jovens se drogando, prostituindo, tendo uma gravidez inconsciente, casando com pessoas que não amam para sair de uma situação opressiva e até aversiva que vivem no seio familiar ou por questões sociais como fuga e pressão social, além de tantas outras mazelas, opressões e desafios desumanos que as pessoas enfrentam dentro da sociedade. Mas como inserir esses jovens em projetos durante a trajetória escolar do estudante? A solução seria desenvolver esses projetos dentro da escola desde o ensino fundamental até o superior que disseminam esses projetos nas plataformas em rede escolar, promovendo o intercâmbio e compartilhamento de conhecimentos, soluções e projetos que atendem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Como vemos no mundo atual, é visível que as intervenções governamentais e civis não conseguem atender em grande escala as emergências ambientais que o mundo tem enfrentado. Então, porque não inserir a escola para a aceleração de mudança do nosso ecossistema?
A educação básica e superior deve incentivar a educação sustentável, sendo importante promover essas autodescobertas através de experiências como hackathons, torneios, olimpíadas e outras atividades paralelas de engajamento dos estudantes na sua área de interesse, mas não no intuito de competição selvagem e sim com o objetivo do estudante descobrir quais são os seus pontos fortes e fracos para promover o autoconhecimento para focar no que é de interesse do estudante, desenvolvendo os seus projetos educacionais e projetos de vida dentro da educação básica e superior, que pode ser ou não a sua descoberta como seguimento de carreira consciente, saudável e feliz, através da construção, da reflexão, da imaginação, mostrado na espiral da aprendizagem de Mitchel Resnick.
Sobre questionamentos se a abordagem é minha ou não?
Sim. É da minha autoria, tendo o seu início na Primeira premiação Paulo Freire, residência de aprendizagem criativa e outras atividades para solucionar um problema social que nunca se pensaram ou desenvolveram dentro das escolas, e assim fui desenvolvendo ao logo dos meses para chegar a uns dos resultados finais de forma genérica. Aliás, tem muito trabalho a se construir adiante para aprofundar e estudar.
Dentro da BNCC existem dois pesquisadores chamado Saviani e Luckesi que criaram tendências na pedagogia com princípios diferenciados, mas utilizados pela BNCC em que a escola pública está situada na educação bradileira no mundo atual.
Com esse viés da BNCC, dos ODS e do universo da aprendizagem criativa, robótica, etc, então, nasceu a pedagogia da aprendizagem criativa sustentável com um foco principal em como engajar o estudante diante da responsabilidade social, ambiental e individual, através da aprendizagem criativa educacional e terapêutica a serem trabalhadas dentro da escola, por serem complementares entre ambos. Aliás, o ser humano integral precisa trabalhar todas as áreas, tanto pedagógica como psicológica.
Assim, como Mitchel Resnick criou a sua teoria e utilizei a sua teoria focado com outro viés, mas dentro das tendências pedagógicas da BNCC e da aprendizagem criativa.
Existem pedagogia e educação sustentável nas escolas?
Sim. Existem sim, mas são pequenos movimentos que atendem os princípios da educação sustentável elecado na BNCC ou temática a serem desenvolvidas em pequenos projetos pontuais nas escolas que não atendem em grande escala. A Pedagogia da aprendizagem criativa sustentável não é um princípio da BNCC, com pequenas intervenções realizadas nas escolas de forma esporádica ou em alguns eventos e torneios. Ela é inserida dentro da escola no seu dia a dia como aprendizagem principal a ser desenvolvida desde os anos iniciais do ensino fundamental até o ensino superior.
É uma abordagem que fazem todos os alunos se engajarem no dia a dia em desenvolver, construir e vivenciar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS) da ONU, na sua base curricular, através de projetos baseados na cultura da aprendizagem criativa, robótica, gamificação, etc, aprendendo uns com os outros, tanto na área pedagógica como na área terapêutica, através do compartilhamento de projetos em rede.
O objetivo principal é a mudança de mentalidade e de cultura, através da Pedagogia da Aprendizagem Criativa Sustentável e da Terapia da Aprendizagem Criativa.
Enfim, Educação e Terapia criativa é isso! Hihihi
O mundo é nosso e é dever de todos, até da escola, fazerem parte desse processo de mudança e transformação.
Autoria: Claudia Fernandes Nunes de Menezes
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Estamos em construção constante.. Tenham paciência 😉
Feliz pelo novo marco de direitos humanos pelos direitos autorais defendido pelo G20.
Minha eterna gratidão!











